Projeto R2D2: Trilha de projetos para aprendizado de robótica

· Projeto

O Núcleo de Especialização em Robótica (NERo) da UFV lançou o Projeto R2D2, um plano de robôs de complexidade crescente que vai guiar o trabalho técnico do laboratório nos próximos ciclos. A ideia não é só entregar máquinas: cada robô é pensado como uma etapa de aprendizado, introduzindo um novo desafio de engenharia (percepção, mobilidade, controle em tempo real) e reaproveitando o que já foi validado no robô anterior.

Capybot, o primeiro da trilha

O Capybot é um robô de recepção social, parado no lugar, com um corpo impresso em 3D de cerca de 20 cm inspirado numa capivara. É o mais avançado até agora, e roda inteiramente offline: todo o processamento acontece dentro de um Raspberry Pi 5, sem depender da internet. Ele ouve, entende e responde perguntas usando um modelo de inteligência artificial rodando localmente, reconhece rostos e enxerga o ambiente quando necessário, enquanto um microcontrolador separado cuida dos movimentos físicos, permitindo que o software de IA e o controle do corpo evoluam de forma independente.

Sentinel-X, patrulha e navegação autônoma

O segundo robô, Sentinel-X, é um robô de patrulha que se movimenta sozinho pelo ambiente. Ele traz o desafio de navegação autônoma de verdade: primeiro mapeia o espaço ao redor usando uma câmera de profundidade, depois passa a patrulhar sozinho, desviando de obstáculos e decidindo seu próprio caminho. Para reconhecer pessoas, ele reaproveita o mesmo sistema de reconhecimento facial já validado no Capybot, somado a uma detecção de objetos em tempo real. Antes de ir para o hardware físico, todo esse comportamento é primeiro testado em simulação.

Uma trilha, não projetos isolados

O que conecta as duas iniciativas é o reaproveitamento deliberado de componentes e conhecimento: o reconhecimento facial validado no Capybot migra direto para o Sentinel-X. Essa continuidade evita retrabalho e permite que a equipe encare problemas cada vez mais complexos a cada etapa, como a navegação autônoma, sem reconstruir a base do zero a cada robô novo.

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