Tagbot, robótica educacional e parceria com a Receita Federal

· Parceria

O NERo, núcleo de robótica da UFV, apresentou o TagBot, um robô educacional de baixo custo controlado por um aplicativo de celular, em dois eventos de peso: uma apresentação em parceria com a Receita Federal, marco institucional importante para o núcleo, e uma demonstração pública na Semana do Fazendeiro, um dos maiores eventos da UFV.

Por que um robô educacional

O ensino de robótica na educação básica brasileira esbarra em dois obstáculos recorrentes: falta de dinheiro e falta de material didático adaptado à realidade das escolas. O NERo criou o TagBot pensando exatamente nesse cenário: um robô simples e barato o suficiente para, no futuro, ser levado a salas de aula como primeiro contato de estudantes com programação e robótica na prática. As apresentações à Receita Federal e na Semana do Fazendeiro marcam a etapa de validação e divulgação do projeto antes dessa próxima fase.

O que o robô faz

O protótipo já está funcional e foi testado de ponta a ponta: existe um robô físico e um aplicativo Android, feito em Flutter, que controla o robô de seis formas diferentes. Dá para guiá-lo com um controle direcional na tela, como um joystick, mandar ele desenhar formas geométricas sozinho, controlar os movimentos só inclinando o celular para os lados usando o giroscópio do aparelho, programar comandos por tempo, ou até ajustar diretamente a velocidade dos motores. O aplicativo mostra em tempo real se o robô está conectado e recebe informações de volta dele, e a conexão funciona tanto por Bluetooth quanto por Wi-Fi, para não depender de um único tipo de sinal.

Por dentro do robô

O cérebro do TagBot é um microcontrolador ESP32, programado em C++, organizado de forma que sensores, motores e comunicação funcionam como peças separadas e substituíveis. O robô enxerga obstáculos com um sensor ultrassônico, o mesmo princípio do sonar de um morcego, segue linhas no chão com um sensor próprio para isso, e sabe quanta distância percorreu graças a sensores instalados nas rodas. Uma câmera USB acoplada ao robô já deixa a porta aberta para, no futuro, ele também enxergar e reconhecer o que está à sua volta.

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